10 de setembro de 2013

cause I'm halfway gone... and I'm on my way.

 6 MESES, PORRA!

eu acho que o marco de 6 meses é o mais difícil de superar. é exatamente a metade do caminho, onde você se divide entre o que já foi, o que ainda tem pra ser, o tempo acabando, passando rápido demais, a vontade de rever todo mundo, a vontade de nunca mais ir embora, o medo do que vem por aí, o medo de deixar pra trás o que viveu por aqui, a incerteza do que se quer pro futuro e a certeza de que tudo até aqui valeu muito a pena. 

a chegada em março. 

o problema é que eu nunca soube lidar muito bem com prazos, sabe? nunca tive perspectiva e noção de planejamento muito boas pra conseguir distribuir tudo o que preciso fazer pelo tanto de tempo que tenho pra fazer numa proporção bacana. 
e são poucas coisas na vida que tem prazo de validade, não é mesmo? e das que tem, a maioria são chatas, tediosas, que a gente não vê a hora de acabar. 

abril.

mas aí, eu me descobri num relacionamento estável com essa vida que tô levando. a fase de lua de mel já passou, já descobri aquelas verdades ocultas do meu par romântico e até mesmo fui conhecer possíveis substitutos... e mesmo assim, o amor sobreviveu e só aumentou. amsterdam se tornou o amor da minha vida. aquele ser que mesmo com todos os defeitos, te encanta e te faz suspirar sem você nem saber exatamente o motivo... que te emociona quando você lembra dos momentos juntos, do qual você tem medo de se separar. só que eu tenho que me separar. 

maio.

isso de relacionamento com prazo de validade é uma furada. vocês devem pensar muito bem nisso antes de embarcarem de cabeça. como eu disse, não sei lidar com prazos, e me aprofundei demais numa relação da qual não vou ter o tempo suficiente pra sair numa boa. me sinto numa daquelas histórias frenéticas de amor impossível, onde por mais linda que seja, todos que assistem sabem que não vai acabar bem. 

junho.

você tem idéia do que é estar o mais feliz que já esteve em toda a sua vida e saber que essa felicidade toda tem hora pra acabar? 
pois é. 

julho.

e tem toda uma parte de mim gritando que isso não pode acabar, que tem que ter um final diferente, que não é possível não haver saída... ao mesmo tempo em que todo o peso do mundo real me chama. eu sou sempre a primeira a fazer graça dos filmes com finais perfeitos, afinal, nunca é assim que acontece. e agora sou eu que estou aqui. implorando pra que o final perfeito seja sim uma opção válida. 

agosto.

o problema de se descobrir algo na vida do qual a gente gosta muito, que nos faz feliz, que nos preenche, e dá sentido pra tudo, é que a perspectiva de ter que deixar isso de lado, e voltar pra uma realidade cruel e sem graça, é depressiva. simplesmente não vejo espaço pra mim na minha vida de antes. não há espaço pra vida de antes em mim. e os 6 meses são o marco exato disso. stuck in the between. 

mas vamos falar de coisa boa né? 
nesses 6 meses eu já: 
  • aprendi um pouco (ridiculamente pouco) de dutch! HÁ!
  • tive meu fair share de tombos e catástrofes de bike 
  • domei a bakfiets
  • domei as kids (pfff quem dera) 
  • viajei pra 4 países, além da holandinha querida
  • risquei a maior parte dos meus destinos internacionais already
  • escolhi amsterdam como minha cidade favorita ever 
  • descobri que ninguém knows how to party like brazilians
  • e que amsterdam é pura propaganda enganosa, a vidalokagem é muito maior no interior de São Paulo que aqui
  • conheci um amontoado de gente nova de todos os lugares do brasil
  • fiz amizade com gente que jamais imaginei que faria
  • me despedi de amigas (e parti meu coração no processo) 
  • aprendi a cozinhar razoavelmente bem! HÁ! 
  • me perdi incontáveis vezes de todos os meios de transporte possíveis (a pé, de bike, de carro, de tram, e de trem. viva! gold star pela conquista!) 
  • aprendi a me virar sozinha. completamente sozinha
  • me apaixonei por cada uma das minhas kids
  • me apaixonei por essa cidade, por esse país 
  • aprendi que comida boa que nem a brasileira não existe
  • mas que a cerveja holandesa talvez compense pelo restante do cardápio
  • aprendi que certas diferenças culturais nunca serão superadas 
  • que algumas outras são apenas bobagem da nossa cabeça 
  • e que brasileiros definitivamente são o povo mais amigável e dócil do mundo todo
  • descobri todas as técnicas de economia e picaretagem pra salvar dinheiro possíveis 
  • vivi os melhores seis meses da minha vida que consigo me lembrar

e é isso aí pessoal. vamos aguardar os próximos capítulos e ver como será a segunda metade dessa jornada! 

ps: e pra todos aqueles que um dia duvidaram que eu sequer CHEGARIA aqui, muito menos duraria 6 meses e ainda por cima numa boa, apenas aceno de cima da minha colega vaca no centro de amsterdam. beijinhos

partiu segundo semestre! 

7 de setembro de 2013

das maravilhas de se viajar sozinha

Quando eu digo que estou indo pra algum lugar sozinha muita gente se espanta. 
"Nossa, mas você é corajosa hein!"
"Sozinha? Não é perigoso?"
"Ai eu não teria coragem, é tão solitário." 

Claro que isso passa pela cabeça de todo mundo antes de iniciar uma viagem sozinha (especialmente quando se é mulher)... Os riscos de se viajar sozinha são grandes, mas isso não quer dizer que eles não apareçam quando se viaja acompanhada também. 
Aqui na Europa eu fiz duas viagens com amigas queridas, e a minha grande viagem de verão all by myself. Todas foram ótimas, mas existe toda uma graça em se viajar sozinha que é difícil de tentar explicar...
Mas vamos lá... 





1. Não é solitário at all. 



A coisa mais fácil de quando se viaja sozinha é fazer amigos e companheiros de viagem. Quando já tem alguma companhia, você tende a se fechar no seu grupo, e mesmo parando pra conversar com outros você, querendo ou não, está "atrelado" aos planos que já foram feitos em conjunto. Quando se está sozinho, você não só se abre, mas também atrai outras pessoas a virem conversar contigo, perguntar quais são os planos, o que já fez, pra onde vai e etc. E, pra mim, essa é somente a parte mais legal de todas da viagem: conhecer gente nova! Quando você ta viajando, você cruza o caminho de gente que você pode nunca mais vir a ver na vida... E são tantas histórias diferentes, caminhos diferentes, tanta gente interessante... Pra mim, é mágico e inspirador. 




2. Os perigos são os mesmos. 

Na verdade eu não sei muito bem quais são os receios de quem tem medo de viajar sozinho. Por que, pra mim, todos os perigos que se corre quando se viaja sozinho, são os mesmos que se correria acompanhado. Ser roubado, se perder, perder itens de valor, ser enganado... Acredito que mulheres se enquadram num alvo de risco maior, mas no meu caso, que sempre viajo com outras mulheres, acaba dando na mesma. E se precaver você deve em qualquer circunstância. Seja acompanhada ou não.




3. Liberdade pra ir e vir

Essa é a minha segunda parte favorita de viajar sozinha. Não tem nada mais gostoso do que poder fazer tudo do jeitinho que você quer. Desde decidir quando chegar/partir, escolher o hostel, decidir o trajeto que fará... tudo! Pras chatinhas que nem eu que gostam de curtir a vibe da cidade e deixar que ela me leve, não tem nada mais chato do que ficar preso a um cronograma e/ou trajeto o tempo todo... Acho sensacional poder acordar a hora que eu bem entender, me arrumar na minha, abrir meu mapa e decidir pra onde vou querer ir e como vou fazer... Se vou a pé, se andarei, se irei dando cambalhotas... Quanto tempo vou perder naquele lugar, se vou pro próximo ou se sento e observo por um tempo, se volto, se fico... Isso é algo que AMO. Tem gente que acha isso overwhelming, não consegue lidar muito bem com o fato de ter que tomar as decisões e tudo por conta própria. Não que seguir os planos de outra pessoa seja ruim, mas as vezes você quer curtir aquele lugar mais um pouquinho e a outra pessoa não gostou dali, ou gostou, mas está ansiosa pra ver algo mais, ou nem queria ter ido ver aquilo pra começo de conversa... Enfim. A partir do momento que se dispõe a viajar com outra pessoa, se tem que pensar na necessidades e prioridades daquela pessoa também, o que ela quer ou não fazer, o que ela espera dessa viagem ou não. Quando se viaja sozinho, sua única obrigação é consigo mesmo. E isso é extremamente libertador.



Mas serei obrigada a dar o braço a torcer em um quesito: TIRAR FOTOS SOZINHA É HORRÍVEL! HAHAHAH Se preparem pra muitas fotos tortas tiradas por outros turistas aleatórios e outras com ângulos péssimos por que você foi obrigada a tirar sozinha! 

E falando em fotos as do post foram completamente aleatórias só pra ilustrar mesmo! HAHAHA e a última em especial pra provar que algumas fotos sairão horríveis e não há nada que se pode fazer quanto a isso! 

3 de setembro de 2013

amsterdam gay pride

Meus amigos e minhas amigas, se você curte festa, só tenho a lhe dizer que: GAY PRIDE É A MELHOR FESTA DESSA AMSTERDÃO!!!! 

amsterdam gay pride

Pra começar eu queria apenas deixar claro que: se você é cheio dos preconceitozinhos e frescurinhas, tem nem que vir cheirar nada aqui na Holanda, muito menos em Amsterdam. Uma das coisas que achei mais lindas desde quando cheguei é o fato de ser impossível andar pela cidade sem trombar com as bandeiras do arco-íris por aí. 
Sem dizer todo o histórico que a Holanda tem com a igualdade de direitos né? Primeiro país a legalizar o casamento gay, permitir a constituição de famílias e etc. 
Estou no lugar certo sim ou com certeza? (:

Mas vamos ao que interessa: PARTY! 

Devido ao meu histórico com essa Amsterdão de "nossa é a melhor festa de todas..." e.... nhé... Não tava botando muita fé. 
O gay pride aqui dura um pouco mais de uma semana, com vários tipos diferentes de atividades acontecendo nos mas diversos lugares da cidade. O ápice da festa é durante a tarde de sábado, com o canal parade. Que nada mais é que um desfile de "barcos alegóricos" por um dos principais canais de Amsterdam. Bem estilo carnaval mesmo! 
Como sou uma princesa, cheguei atrasada e não consegui um bom lugar pra ver os barcos e tirar boas fotos :(
Porém, nós sabíamos que estavam rolando street parties pela cidade desde quinta feira, e como nosso lema aqui é "se é de graça, tamo indo", lá fomos nós em direção a principal street party: Rembrandtplein. 
Eu já tinha visto vídeos no youtube dos anos anteriores e parecia realmente ser muito boa a festa... Mas eu não imaginava que seria TÃO boa como foi! 

Vamos deixar isso registrado: as festas gays sempre tem as melhores músicas! Nunca curti tanto um som nessa Amsterdam desde que cheguei como curti a do gay pride! Gotta love gay music! <3
Além da vibe maravilhosa, super produção caprichadíssima, dançarinas bafo, o povo tava animado! Por que a gente sabe que esses holandeses no quesito festa são meio fraquinhos e tal. Mas olha, gay pride representou a classe muito bem! 

Então anotem aí na agenda de vocês! Amsterdam Gay Pride, primeira semana de agosto, todo ano. IMPERDÍVEL, a maior festa da cidade! 





2 de setembro de 2013

quebrei meu blog :(

pq sou dessas que tem a capacidade de transformar um defeitinho num defeitão. bjs pra mim. 


#chatiada



UPDATE: já consertei por que ~~sou foda~~

Por que gostei mais de Paris do que de Londres

Toda vez que faço essa afirmação as pessoas olham pra mim com aquela cara de MASVOCÊTÁLOKAÉMOLHER? Afinal, Londres tem toda aquela fama de ser a melhor cidade de todas, e os ingleses, e o underground, e o palácio, e os brechós e bla bla bla...
Ok, não nego, Londres tem tudo isso mesmo... Mas o meu coração ficou mesmo em Paris... Ah... Paris...

best birthday ever, sim ou com certeza?

Fazendo uma comparação bem chula e que muitos vão ter certeza que pirei de vez mas... Pra mim Paris é Rio e Londres é São Paulo. Há quem defenda São Paulo com todas as forças, mas é inegável que o Rio tem... alguma coisa. Que mexe com a gente e fica lá no fundo. E que não importa o que aconteça, sempre vai trazer boas memórias... 
Mas vamos ao que interessa... 

Londres pode até ter o maior sistema de metrô do mundo, mas eu achei complicado demais. Fora a distância entre uma estação e outra, se você está entre duas estações, boa sorte na hora de decidir pra qual lado ir, por que certeza que ambos serão uma caminhada!
O metrô de Paris pode não ser tão grande quanto o de Londres, mas as estações são mais pertinho, dando pra cobrir facilmente a distância de uma pra outra a pé. Fora que ele é facílimo de entender, demorei no máximo umas duas viagens pra sacar como que funcionavam as coisas por lá. 
Achei a vibe da cidade gostosinha, cheia de pessoas bonitas (foi o lugar que eu mais me apaixonei pelas ruas depois de Amsterdam haha), cheia de coisas bonitas pra se ver, todo um ar bacana... Apesar de todos os "pivetes" (nem tão pivetes assim) que ficam tentando te abordar em todos os lugares, nada que não possa ser comparado aos mendigos cariocas, não é mesmo pessoal? 
Poder deitar na grama aos pés da torre e simplesmente admirar a paisagem, observar todas as pessoas ao redor, ter como respirar e simplesmente... aproveitar. 
Londres me sufocou, parecia que a cidade estava com pressa o tempo todo... Mesmo nos momentos tranquilos, não consegui simplesmente parar e relaxar... Fiquei cansada a maior parte do tempo, e meu momento de maior êxtase foi quando encontrei o melhor lanche que o Burger King tem! 
Parece bobagem quando colocado desse jeito, mas eu sou dessas bobas que se importam muito com a vibe que o lugar transmite. E cada lugar transmite uma vibe diferente, sem dúvidas. Não sei se gostei de Paris o suficiente pra considerar morar lá o resto da vida (esse é o meu padrão de medida depois de conhecer Amsterdam, desculpa.), como  consigo considerar com o Rio, por exemplo. Mas gostei o suficiente pra lembrar com carinho, pra considerar especial... 
Não que Londres tenha sido uma péssima viagem, longe disso. Porém a cidade não me cativou (geração Pequeno Príncipe, me abracem), não me despertou nenhum sentimento especial, foi um sonho realizado, mas não passou disso. 

Desculpa trair o movimento, mas... Je t'aime Paris!

vale colocar um cadeado "Isabella + Paris = amor4ever"???