31 de dezembro de 2013

sobre final de ano

Finais de ano sempre foram épocas marcantes pra mim. Não sei dizer exatamente por que, mas o sentimento de encerramento de ciclos e recomeço sempre pegou forte pra mim nessa época e uma das minhas grandes preocupações foram sobre como seria passar por isso longe de tudo. 

parece que faz uma vida, mas faz só exatamente um ano mesmo. 

Hoje já é dia 31, ainda não acabou 2013. Mas é quase lá. 
2011 foi um ano razoável. Foi o final de um ciclo. Quando ele acabou, acabou a fase segura da minha vida na qual eu estive por um longo tempo... E aí veio 2012. 
2012 foi um ano complicado, pra ser delicada. Foi um ano de recomeço, onde nada era certeza e milhares de oportunidades se abriam, ao mesmo tempo em que não. Foi um ano que me senti perdida, insegura, sem saber ao certo se tudo aquilo em que acreditava estava correto. E mesmo com a esperança surgida no finalzinho dele, ainda existia uma grande insegurança me dominando e fazendo com que o início de 2013 fosse de muita ansiedade. 
E devo admitir que 2013 não começou dos mais fáceis. Mas acabou se tornando um ano de confirmações. Sim, eu estava certa. Sim, valeu a pena. Sim, eu consigo. Sim, é possível. Sim, essa vida existe. 

seja bem vinda Isabella. fazia tempo que estava te esperando. att, seu eu antigo.

Acho complicado chamar 2013 de um ano de descobrimentos, por que eu meio que sabia,no fundo no fundo, tudo o que eu "descobri" em 2013. Só não tinha o que era necessário pra realmente acreditar.
Tenho tanto pra falar sobre 2013, que ano incrível foi esse! Mas ao mesmo tempo, o sentimento é tão overwhelming que não consigo articular meus pensamentos de maneira que possa criar uma retrospectiva razoável. 
2013 foi o ano de deixar tudo o que é desnecessário pra trás. Aprender a dar valor ao que importa realmente e carregar apenas aquilo que é indispensável. Seja no coração, ou nas malas minúsculas das companhias low cost
Foi o ano de realizar sonhos que eu nem sabia que tinha. E de descobrir paixões onde jamais imaginei que existiriam. Foi o ano de viajar. E viajando, me encontrar. E encontrar outras pessoas, só pra deixá-las novamente alguns dias depois. Mas não sem levar alguma coisa comigo. 
De ganhar uma nova família. E 4 filhos. E um amor por eles de um tamanho que eu nem sabia que era possível ter. E de passar a entender o tanto que foi difícil pra minha mãe me deixar vir pra cá, só de pensar em ter que dizer adeus pra eles em aproximadamente dois meses. 

minha foto favorita de todos os tempos. 

Foi ano de abraçar uma nova cultura, uma nova língua, uma nova cidade. E ser abraçada de volta. Ainda que do seu jeito particularmente frio e brusco. É ter dificuldades em pensar na vida sem as pequenas coisas daqui, do mesmo jeito que foi difícil pensar na vida aqui sem as pequenas coisas de lá! Do mesmo jeito que ainda não achei um substituto pra paçoca, acredito eu que jamais encontrarei outro pra chocopasta! 
Descobrir um estilo de vida que nem nos meus sonhos mais ambiciosos eu imaginei que poderia conhecer. Transformar esse estilo de vida em meu. Comer mais vegetais. Tomar menos refrigerante. Ficar mais ao ar livre. Comemorar e valorizar dias de sol. Ter a bicicleta como parceira indispensável. Descobrir grandes  e pequenas coisas e transformá-las em indispensáveis. Afinal ter 100% de água potável é tão importante quanto poder ir e vir pra balada de bicicleta sem depender de carona! 
Aprender a controlar orçamento. E a se arriscar. E se arriscar sem sair do orçamento.E economizar, sem vergonha de ser mão de vaca. E gastar com aquilo que merece ser gastado. Aprender a ter e balancear prioridades... Prioridades, vontades, sonhos, desejos... 

dos sonhos que se tinha...

Mas eu acredito que no final das contas a lição mais importante que ficou foi: acreditar mais em mim mesma e em todos os meus instintos. Deixar a voz de dentro falar e tomar conta. Se deixar levar por aquilo que o momento ta pedindo. Me deixar ser. 
A Holanda me ensinou muitas coisas. É impossível querer falar de every single one ou dizer qual foi a grande moral da história. 2013 ta acabando, tudo que eu vivi e aprendi nele, não tão cedo. 
2013 não abriu os meus olhos. Escancarou, rasgou. Abriu portas, janelas, estradas, derrubou muros e paredões. 2014 está chegando com a responsabilidade de herdar esse fardo. Que eu bem acredito que não será fácil de ser levado pra frente não. 
Em 2013 eu fugi pra me encontrar. Clichê, porém verdadeiro. Foi necessário atravessar um oceano, conhecer outras culturas, outros países, outras pessoas... Mas finalmente cheguei a mim mesma. E tenho estado aqui pelos últimos meses. E com a proximidade do final de mais um ciclo, vem chegando a insegurança e ansiedade de novo. 
Mas se tem algo que aprendi nesse ano (e vamos ser clichês mais uma vez. muito clichês...) é que o que não mata, fortalece. E que mudar, reiniciar a vida sem todos os old habits que carregávamos apenas por costume, pode ser melhor que anos de terapia! 

dos momentos de felicidade gritada escrachada  

Que a felicidade me encontre novamente em 2014 do mesmo jeito que encontrou em 2013. E que não só a mim, mas que encontre a todos vocês e quem mais estiver precisando dela! 

10 de dezembro de 2013

Berlin

Berlin se tornou meu lugar favorito de todos pelos quais passei. Não é simples nem fácil explicar qual é a mágica que existe nessa cidade que faz com que todos se apaixonem, e se fosse só comigo poderia dizer que é aquela bobageirinha de "vibe" da cidade que sempre uso pra justificar meus gostos esdrúxulos de viajante. Mas até hoje não conheci uma pessoa sequer que não tenha amado e se encantado por Berlin. 


Eu acredito que historicamente falando, Berlin já é por si só uma das cidades mais interessantes de se visitar. Foi o centro de muita coisa importante do último século, que é recente o suficiente pra que todos ainda sintam na pele as marcas de tudo que aconteceu. 
Mas aí é que mora a mágica, eu acredito. Berlin é uma cidade que optou pela superação. Deixou todo o seu passado pra trás, mas sem tentar apagá-lo ou esquece-lo, muito pelo contrário, é impossível andar pela cidade e não ser lembrado constantemente de todos os horrores. Porém, ao mesmo tempo, ela continua se provando uma nova cidade a cada esquina. É uma mistura que mexe com a cabeça da gente, lado a lado aquilo que já foi com aquilo que conseguiu ser hoje, esfregando na nossa cara que é possível sim deixar pra trás um sistema decadente e se reerguer das cinzas. 
Não me atrevo a dizer que a vida lá hoje em dia seja perfeita, ou quais são as circunstâncias em que acontece tudo isso... Mas o que posso dizer, como turista, é que Berlin encontrou um espaço pra que todos, independente do seu nível de esquisitice, possa respirar na cidade. É quase como uma São Paulo que não te esmaga, não te sufoca e que não é arrogante. É uma cidade alternativa, underground, onde constantemente podemos ver velhinhas punk rock de cabelo roxo e arte de rua sendo considerada arte. 
Notei que Berlin ainda se separa do resto da Alemanha, como se mesmo depois do fim do muro e do regime soviético e da guerra fria, Berlin ainda permanece como uma ilha. Mas uma ilha que  se recusa a afundar. Berlin tem essa coisa única, essa atmosfera mágica, que mesmo que quisesse, não conseguiria se fundir ao restante da Alemanha tradicional. É um pouco como Amsterdam, mas menos overrated
Berlin passou por poucas e boas, e acredito que isso é um dos fatores que faça com que haja um sub-consciente coletivo de que tudo que está ali hoje em dia é extremamente especial. Muitas coisas diferentes poderiam ter afetado o destino de Berlin permanentemente e trazido um fim completamente diferente pra cidade. E eu acredito que é isso... Quando se passa por poucas e boas e se sobrevive, a gente dá outro valor as coisas. E ver a capacidade e coragem que se tem de pegar toda a sua história, tudo aquilo de pior que já fez e já fizeram com você e expor pra todo o mundo ver (literalmente) e apenas torcer pra que isso faça com que ninguém nunca mais no mundo (incluindo você mesmo) repita algo parecido é merecedor de admiração. 
É impossível pisar em Berlin e não sentir que a cidade mudou você. Pelo menos um pouquinho. É impossível reviver toda aquela história, ver tudo aquilo que sempre pareceram histórias distantes na frente dos seus olhos, e não refletir por um segundo.  
Berlin é maravilhosa. Berlin é maravilhante. 

I put my faith in you Berlin.

sobre descobertas

das coisas que descobrimos nessa vida de intercambista: 

  • - é possível sim passar 1 ano sem passar uma peça de roupa que seja
  • - qualquer comida é comível 
  • - não importa o quanto você economiza, você sempre sente que poderia fazer mais 
  • - de repente aqueles lanches horrorosos da promoção passam a ser deliciosos 
  • - você vai sentir saudades das coisas que você mais abominava
  • - primeiro você sofre por não saber onde encontrar as coisas mais baratas. depois você sofre por que não consegue parar de comprar as coisas por que são baratas demais. 
  • - junk food will never be junk enough 
  • - suas habilidades em coisas como costura e cozinha melhoram a níveis significativos e você se sente uma perfeita dona de casa
  • - até estragar completamente alguma roupa/comida e passar a ter certeza que não nasceu pra isso nunca na vida
  • - nossa música nacional é sempre melhor
  • - sua tolerância é diretamente proporcional a sua falta de paciência em lidar com a merda alheia 
  • - nenhum sapo é anfíbio demais que não possa ser engolido 
  • - você descobre que sempre sabe o que é melhor pra você, admitindo ou não, seja pelo acerto ou não
  • - uma refeição com um arroz que deu certo já é suficiente pra ser considerada banquete 
  • - não importa quantos amigos internacionais se faça. os brasileiros sempre serão mais legais
  • - gambiarra passa a ser seu nome do meio
  • - listas, listas e listas: de onde ir, o que comprar, o que fazer, o que ta faltando na despensa
  • - a noção de tempo e temperatura se distorce completamente
  • - você descobre lados seus que jamais imaginou que sequer existiam
  • - sua maior saudade: arroz, bife e batata frita



3 de dezembro de 2013

sobre padrão de beleza e auto-imagem longe de casa

Uma das coisas que mais ouço de meninas aqui é como elas se sentem mais bonitas e valorizadas  aqui. Que é como se não houvesse uma imposição do padrão e elas pudessem ser elas mesmas e ainda assim serem desejadas. 

Eu acho isso verdadeiro em partes. 

Em partes por que não acredito que seja só de fora. O que acontece com a maioria é que aqui elas se dão maior liberdade pra serem elas mesmas. E sem todo o stress de suprimir o seu verdadeiro eu, por consequência você acaba se sentindo mais feliz consigo mesma e refletindo isso pros demais. 

Em partes por que realmente aqui não há tanta comercialização do sexy e do sexo. Ainda existe um padrão, não podemos negar. Mas ele é ligeiramente mais diverso e tolerante que o brasileiro. Aqui o cabelo pode ser cacheado, o peito não precisa ser empinado e na maior parte do tempo ta todo mundo vestido bem a vontade e confortável. 

Porém, eu particularmente, sinto que existe essa "naturalização" da beleza como padrão. Enquanto no Brasil todas tem que "work hard" pra serem consideradas bonitinhas, aqui a impressão que eu tenho é que você tem que parecer deslumbrante sem nada de maquiagem, sem lavar os cabelos e usando calças de moletom. O que é realmente muito fácil pras mulheres típicas holandesas... Que tem os genes que as colocam naturalmente nesse padrão sem precisar se esforçar nenhum centímetro pra isso. 
Pra mim parece que se você se arruma um pouquinho que seja, você ta tentando "too hard" e se você vai na onda com elas você nunca vai se destacar. 

Outro fator que me incomoda muito em relação ao padrão de beleza aqui é que, num lugar tão homogêneo como esse (que eles JURAM que é diversificado, mas não), qualquer pessoa que saia ligeiramente do que é o padrão holandês: alto, loiro, magro; acaba chamando atenção e não de um jeito bom. Eu fico com a sensação de que sempre serei só um estereótipo ou um fetiche. 

Por mais que os padrões estéticos brasileiros sejam extremamente opressivos, lá eu me sentia como se estivesse nadando contra o oceano com mais um milhão de brasileiras que não se encaixam e nunca se encaixarão. Mas que fazem parte da nossa sociedade multi-cultural, e realmente se encaixam lá como "brasileira típica". 
Aqui eu me sinto como um peixe desengonçado nadando em um aquário sendo observada por milhares  de voyeurs. A água em si não apresenta grandes ameaça, mas é tudo artificial e will never fells like home. E adicione a isso os creepys apontando pro aquário esperando alguns tipo de comportamentos e extremamente decepcionados quando não é exatamente o que acontece. 

Talvez a maioria das meninas não irá concordar com isso, e dizer que nunca se sentiram tão amadas quanto aqui. Mas aí eu pergunto: Quando disso não vem simplesmente do fato de que você se libertou da maioria das amarras sociais do Brasil? E quantas pessoas realmente te enxergam como um indivíduo e não somente um reflexo de um determinado estereótipo? 

Acho complicado. A sociedade holandesa pode ser muito mais generosa com as mulheres do que a brasileira irá chegar tão cedo. Porém acho burrice achar que tudo é perfeito sempre e que a falta de um problema específico que temos no Brasil, anula o fato deles também terem problemas aqui. 

Por exemplo, eu realmente acredito que a sociedade holandesa é sexualizada DE MENOS. Mas aí é papo pra outro post! 


25 de novembro de 2013

sobre voltar

A tão temida hora ta chegando, batendo a porta e logo ali depois da curva... O que me faz pensar e pensar e pensar... E por isso aqui vão alguns pensamentos aleatórios que a proximidade com a hora da volta faz com que apareçam na minha cabeça: 

- Acho que não sei mais me comunicar em português. 
- A gente descobre quem são os verdadeiros amigos e quem não faz a menor falta. 
- Não consigo me visualizar dentro de um metrô lotado nunca mais na vida. 
- Existe vida sem bicicleta? 
- Comida boa, me espere que to chegando!  
- Situações de desespero geram amizades de desespero.
- Não existe homem no mundo como o homem brasileiro. 
- Não existem bebidas no mundo como as bebidas brasileiras.
- Exceto pela cerveja. Como voltar a beber cerveja brasileira? 
- Eu e homens holandeses somos duas coisas que não combinam. 
- Gays, cade os gays? não vejo a hora de ver os gays!
- Arroz bife batata frita arroz bife batata frita arroz bife batata frita 
- Rio de janeiro ME AGUARDE
- Como sobrevive sem 9292???? 
- What's going to happen next? 
- Assim que chegar no Brasil preciso de um churrasco. E depois eu quero um almoço de domingo completo. E bolo de cenoura. E café da manhã. E almoço quente. E todas as comidas. 
- Acho que vou jogar tudo pro alto de vez. 
- Acho que vou pesquisar opções de carreira na minha área. 
- Acho que vou ser au pair de novo.
- Acho que quero me acabar de comer primeiro.
- Arrepios de pensar em São Paulo.
- Não joga a criança pela janela. Não joga a criança pela janela. Não joga a criança pela janela. Falta só mais um pouquinho. 
- Como é que vou viver sem essas crianças, meu deus?????????
- Jesus, vou ter que começar tudo do zero de novo... 
- Posso rasgar meu diploma e começar outra faculdade? 
- Rio de Janeiro, cadê você? 
- Será que da tempo de viajar mais por aqui? 
- Ainda terei amigos no Brasil?
- Como farei com meus amigos daqui? 
- AAAAAAAAAAAAAAARGHHHHHHHHHHH
- Acho que vou tirar uma nap. 


28 de outubro de 2013

sobre amor

lembro que no primeiro dia ele perguntou por que eu tava dormindo na casa dele e quando eu iria embora. no segundo dia ele perguntou o que eu ainda tava fazendo na casa dele e por que eu não tinha casa. na primeira semana ele reclamou que não conseguia falar comigo. no primeiro mês ele aprendeu as primeiras palavras em inglês. no segundo mês ele perguntou quando que eu iria embora e se ele teria que voltar pra creche se eu fosse. no quarto mês ele falou que não queria que eu fosse embora, mas só por que ele não queria voltar pra creche. durante o verão ele catou pedrinhas na praia pra trazer de presente pra mim. e no outono ele me disse que sentiu saudades e que gostou muito de eu ter voltado pra casa depois de uma semana viajando. e no final do inverno eu vou ter que dizer adeus. pra ele, pros outros, e pra metade do meu coração (ou mais!) que vai ficar pra trás com eles. e quem diria que meu primeiro coração verdadeiramente partido seria por uma cabeça loira da voz rouca de pouco mais de um metro de altura e nem 5 anos completos ainda? como dizem por aí... a gente sempre acaba encontrando o amor nos lugares mais inesperados. 


10 de setembro de 2013

cause I'm halfway gone... and I'm on my way.

 6 MESES, PORRA!

eu acho que o marco de 6 meses é o mais difícil de superar. é exatamente a metade do caminho, onde você se divide entre o que já foi, o que ainda tem pra ser, o tempo acabando, passando rápido demais, a vontade de rever todo mundo, a vontade de nunca mais ir embora, o medo do que vem por aí, o medo de deixar pra trás o que viveu por aqui, a incerteza do que se quer pro futuro e a certeza de que tudo até aqui valeu muito a pena. 

a chegada em março. 

o problema é que eu nunca soube lidar muito bem com prazos, sabe? nunca tive perspectiva e noção de planejamento muito boas pra conseguir distribuir tudo o que preciso fazer pelo tanto de tempo que tenho pra fazer numa proporção bacana. 
e são poucas coisas na vida que tem prazo de validade, não é mesmo? e das que tem, a maioria são chatas, tediosas, que a gente não vê a hora de acabar. 

abril.

mas aí, eu me descobri num relacionamento estável com essa vida que tô levando. a fase de lua de mel já passou, já descobri aquelas verdades ocultas do meu par romântico e até mesmo fui conhecer possíveis substitutos... e mesmo assim, o amor sobreviveu e só aumentou. amsterdam se tornou o amor da minha vida. aquele ser que mesmo com todos os defeitos, te encanta e te faz suspirar sem você nem saber exatamente o motivo... que te emociona quando você lembra dos momentos juntos, do qual você tem medo de se separar. só que eu tenho que me separar. 

maio.

isso de relacionamento com prazo de validade é uma furada. vocês devem pensar muito bem nisso antes de embarcarem de cabeça. como eu disse, não sei lidar com prazos, e me aprofundei demais numa relação da qual não vou ter o tempo suficiente pra sair numa boa. me sinto numa daquelas histórias frenéticas de amor impossível, onde por mais linda que seja, todos que assistem sabem que não vai acabar bem. 

junho.

você tem idéia do que é estar o mais feliz que já esteve em toda a sua vida e saber que essa felicidade toda tem hora pra acabar? 
pois é. 

julho.

e tem toda uma parte de mim gritando que isso não pode acabar, que tem que ter um final diferente, que não é possível não haver saída... ao mesmo tempo em que todo o peso do mundo real me chama. eu sou sempre a primeira a fazer graça dos filmes com finais perfeitos, afinal, nunca é assim que acontece. e agora sou eu que estou aqui. implorando pra que o final perfeito seja sim uma opção válida. 

agosto.

o problema de se descobrir algo na vida do qual a gente gosta muito, que nos faz feliz, que nos preenche, e dá sentido pra tudo, é que a perspectiva de ter que deixar isso de lado, e voltar pra uma realidade cruel e sem graça, é depressiva. simplesmente não vejo espaço pra mim na minha vida de antes. não há espaço pra vida de antes em mim. e os 6 meses são o marco exato disso. stuck in the between. 

mas vamos falar de coisa boa né? 
nesses 6 meses eu já: 
  • aprendi um pouco (ridiculamente pouco) de dutch! HÁ!
  • tive meu fair share de tombos e catástrofes de bike 
  • domei a bakfiets
  • domei as kids (pfff quem dera) 
  • viajei pra 4 países, além da holandinha querida
  • risquei a maior parte dos meus destinos internacionais already
  • escolhi amsterdam como minha cidade favorita ever 
  • descobri que ninguém knows how to party like brazilians
  • e que amsterdam é pura propaganda enganosa, a vidalokagem é muito maior no interior de São Paulo que aqui
  • conheci um amontoado de gente nova de todos os lugares do brasil
  • fiz amizade com gente que jamais imaginei que faria
  • me despedi de amigas (e parti meu coração no processo) 
  • aprendi a cozinhar razoavelmente bem! HÁ! 
  • me perdi incontáveis vezes de todos os meios de transporte possíveis (a pé, de bike, de carro, de tram, e de trem. viva! gold star pela conquista!) 
  • aprendi a me virar sozinha. completamente sozinha
  • me apaixonei por cada uma das minhas kids
  • me apaixonei por essa cidade, por esse país 
  • aprendi que comida boa que nem a brasileira não existe
  • mas que a cerveja holandesa talvez compense pelo restante do cardápio
  • aprendi que certas diferenças culturais nunca serão superadas 
  • que algumas outras são apenas bobagem da nossa cabeça 
  • e que brasileiros definitivamente são o povo mais amigável e dócil do mundo todo
  • descobri todas as técnicas de economia e picaretagem pra salvar dinheiro possíveis 
  • vivi os melhores seis meses da minha vida que consigo me lembrar

e é isso aí pessoal. vamos aguardar os próximos capítulos e ver como será a segunda metade dessa jornada! 

ps: e pra todos aqueles que um dia duvidaram que eu sequer CHEGARIA aqui, muito menos duraria 6 meses e ainda por cima numa boa, apenas aceno de cima da minha colega vaca no centro de amsterdam. beijinhos

partiu segundo semestre! 

7 de setembro de 2013

das maravilhas de se viajar sozinha

Quando eu digo que estou indo pra algum lugar sozinha muita gente se espanta. 
"Nossa, mas você é corajosa hein!"
"Sozinha? Não é perigoso?"
"Ai eu não teria coragem, é tão solitário." 

Claro que isso passa pela cabeça de todo mundo antes de iniciar uma viagem sozinha (especialmente quando se é mulher)... Os riscos de se viajar sozinha são grandes, mas isso não quer dizer que eles não apareçam quando se viaja acompanhada também. 
Aqui na Europa eu fiz duas viagens com amigas queridas, e a minha grande viagem de verão all by myself. Todas foram ótimas, mas existe toda uma graça em se viajar sozinha que é difícil de tentar explicar...
Mas vamos lá... 





1. Não é solitário at all. 



A coisa mais fácil de quando se viaja sozinha é fazer amigos e companheiros de viagem. Quando já tem alguma companhia, você tende a se fechar no seu grupo, e mesmo parando pra conversar com outros você, querendo ou não, está "atrelado" aos planos que já foram feitos em conjunto. Quando se está sozinho, você não só se abre, mas também atrai outras pessoas a virem conversar contigo, perguntar quais são os planos, o que já fez, pra onde vai e etc. E, pra mim, essa é somente a parte mais legal de todas da viagem: conhecer gente nova! Quando você ta viajando, você cruza o caminho de gente que você pode nunca mais vir a ver na vida... E são tantas histórias diferentes, caminhos diferentes, tanta gente interessante... Pra mim, é mágico e inspirador. 




2. Os perigos são os mesmos. 

Na verdade eu não sei muito bem quais são os receios de quem tem medo de viajar sozinho. Por que, pra mim, todos os perigos que se corre quando se viaja sozinho, são os mesmos que se correria acompanhado. Ser roubado, se perder, perder itens de valor, ser enganado... Acredito que mulheres se enquadram num alvo de risco maior, mas no meu caso, que sempre viajo com outras mulheres, acaba dando na mesma. E se precaver você deve em qualquer circunstância. Seja acompanhada ou não.




3. Liberdade pra ir e vir

Essa é a minha segunda parte favorita de viajar sozinha. Não tem nada mais gostoso do que poder fazer tudo do jeitinho que você quer. Desde decidir quando chegar/partir, escolher o hostel, decidir o trajeto que fará... tudo! Pras chatinhas que nem eu que gostam de curtir a vibe da cidade e deixar que ela me leve, não tem nada mais chato do que ficar preso a um cronograma e/ou trajeto o tempo todo... Acho sensacional poder acordar a hora que eu bem entender, me arrumar na minha, abrir meu mapa e decidir pra onde vou querer ir e como vou fazer... Se vou a pé, se andarei, se irei dando cambalhotas... Quanto tempo vou perder naquele lugar, se vou pro próximo ou se sento e observo por um tempo, se volto, se fico... Isso é algo que AMO. Tem gente que acha isso overwhelming, não consegue lidar muito bem com o fato de ter que tomar as decisões e tudo por conta própria. Não que seguir os planos de outra pessoa seja ruim, mas as vezes você quer curtir aquele lugar mais um pouquinho e a outra pessoa não gostou dali, ou gostou, mas está ansiosa pra ver algo mais, ou nem queria ter ido ver aquilo pra começo de conversa... Enfim. A partir do momento que se dispõe a viajar com outra pessoa, se tem que pensar na necessidades e prioridades daquela pessoa também, o que ela quer ou não fazer, o que ela espera dessa viagem ou não. Quando se viaja sozinho, sua única obrigação é consigo mesmo. E isso é extremamente libertador.



Mas serei obrigada a dar o braço a torcer em um quesito: TIRAR FOTOS SOZINHA É HORRÍVEL! HAHAHAH Se preparem pra muitas fotos tortas tiradas por outros turistas aleatórios e outras com ângulos péssimos por que você foi obrigada a tirar sozinha! 

E falando em fotos as do post foram completamente aleatórias só pra ilustrar mesmo! HAHAHA e a última em especial pra provar que algumas fotos sairão horríveis e não há nada que se pode fazer quanto a isso! 

3 de setembro de 2013

amsterdam gay pride

Meus amigos e minhas amigas, se você curte festa, só tenho a lhe dizer que: GAY PRIDE É A MELHOR FESTA DESSA AMSTERDÃO!!!! 

amsterdam gay pride

Pra começar eu queria apenas deixar claro que: se você é cheio dos preconceitozinhos e frescurinhas, tem nem que vir cheirar nada aqui na Holanda, muito menos em Amsterdam. Uma das coisas que achei mais lindas desde quando cheguei é o fato de ser impossível andar pela cidade sem trombar com as bandeiras do arco-íris por aí. 
Sem dizer todo o histórico que a Holanda tem com a igualdade de direitos né? Primeiro país a legalizar o casamento gay, permitir a constituição de famílias e etc. 
Estou no lugar certo sim ou com certeza? (:

Mas vamos ao que interessa: PARTY! 

Devido ao meu histórico com essa Amsterdão de "nossa é a melhor festa de todas..." e.... nhé... Não tava botando muita fé. 
O gay pride aqui dura um pouco mais de uma semana, com vários tipos diferentes de atividades acontecendo nos mas diversos lugares da cidade. O ápice da festa é durante a tarde de sábado, com o canal parade. Que nada mais é que um desfile de "barcos alegóricos" por um dos principais canais de Amsterdam. Bem estilo carnaval mesmo! 
Como sou uma princesa, cheguei atrasada e não consegui um bom lugar pra ver os barcos e tirar boas fotos :(
Porém, nós sabíamos que estavam rolando street parties pela cidade desde quinta feira, e como nosso lema aqui é "se é de graça, tamo indo", lá fomos nós em direção a principal street party: Rembrandtplein. 
Eu já tinha visto vídeos no youtube dos anos anteriores e parecia realmente ser muito boa a festa... Mas eu não imaginava que seria TÃO boa como foi! 

Vamos deixar isso registrado: as festas gays sempre tem as melhores músicas! Nunca curti tanto um som nessa Amsterdam desde que cheguei como curti a do gay pride! Gotta love gay music! <3
Além da vibe maravilhosa, super produção caprichadíssima, dançarinas bafo, o povo tava animado! Por que a gente sabe que esses holandeses no quesito festa são meio fraquinhos e tal. Mas olha, gay pride representou a classe muito bem! 

Então anotem aí na agenda de vocês! Amsterdam Gay Pride, primeira semana de agosto, todo ano. IMPERDÍVEL, a maior festa da cidade! 





2 de setembro de 2013

quebrei meu blog :(

pq sou dessas que tem a capacidade de transformar um defeitinho num defeitão. bjs pra mim. 


#chatiada



UPDATE: já consertei por que ~~sou foda~~

Por que gostei mais de Paris do que de Londres

Toda vez que faço essa afirmação as pessoas olham pra mim com aquela cara de MASVOCÊTÁLOKAÉMOLHER? Afinal, Londres tem toda aquela fama de ser a melhor cidade de todas, e os ingleses, e o underground, e o palácio, e os brechós e bla bla bla...
Ok, não nego, Londres tem tudo isso mesmo... Mas o meu coração ficou mesmo em Paris... Ah... Paris...

best birthday ever, sim ou com certeza?

Fazendo uma comparação bem chula e que muitos vão ter certeza que pirei de vez mas... Pra mim Paris é Rio e Londres é São Paulo. Há quem defenda São Paulo com todas as forças, mas é inegável que o Rio tem... alguma coisa. Que mexe com a gente e fica lá no fundo. E que não importa o que aconteça, sempre vai trazer boas memórias... 
Mas vamos ao que interessa... 

Londres pode até ter o maior sistema de metrô do mundo, mas eu achei complicado demais. Fora a distância entre uma estação e outra, se você está entre duas estações, boa sorte na hora de decidir pra qual lado ir, por que certeza que ambos serão uma caminhada!
O metrô de Paris pode não ser tão grande quanto o de Londres, mas as estações são mais pertinho, dando pra cobrir facilmente a distância de uma pra outra a pé. Fora que ele é facílimo de entender, demorei no máximo umas duas viagens pra sacar como que funcionavam as coisas por lá. 
Achei a vibe da cidade gostosinha, cheia de pessoas bonitas (foi o lugar que eu mais me apaixonei pelas ruas depois de Amsterdam haha), cheia de coisas bonitas pra se ver, todo um ar bacana... Apesar de todos os "pivetes" (nem tão pivetes assim) que ficam tentando te abordar em todos os lugares, nada que não possa ser comparado aos mendigos cariocas, não é mesmo pessoal? 
Poder deitar na grama aos pés da torre e simplesmente admirar a paisagem, observar todas as pessoas ao redor, ter como respirar e simplesmente... aproveitar. 
Londres me sufocou, parecia que a cidade estava com pressa o tempo todo... Mesmo nos momentos tranquilos, não consegui simplesmente parar e relaxar... Fiquei cansada a maior parte do tempo, e meu momento de maior êxtase foi quando encontrei o melhor lanche que o Burger King tem! 
Parece bobagem quando colocado desse jeito, mas eu sou dessas bobas que se importam muito com a vibe que o lugar transmite. E cada lugar transmite uma vibe diferente, sem dúvidas. Não sei se gostei de Paris o suficiente pra considerar morar lá o resto da vida (esse é o meu padrão de medida depois de conhecer Amsterdam, desculpa.), como  consigo considerar com o Rio, por exemplo. Mas gostei o suficiente pra lembrar com carinho, pra considerar especial... 
Não que Londres tenha sido uma péssima viagem, longe disso. Porém a cidade não me cativou (geração Pequeno Príncipe, me abracem), não me despertou nenhum sentimento especial, foi um sonho realizado, mas não passou disso. 

Desculpa trair o movimento, mas... Je t'aime Paris!

vale colocar um cadeado "Isabella + Paris = amor4ever"???

13 de agosto de 2013

the next step's ghost...

Se tem algo no qual eu sou horrorosa é em "making life choices". É algo que sempre me assombrou e do qual eu nunca vou me livrar, afinal, viver é tomar decisões. 
Tomar decisões quando tudo está indo de mal a pior é fácil, pra quem já ta na merda mesmo, não tem nada que possa assustar... O problema é quando tudo está indo maravilhosamente bem e você não tem idéia do que as suas escolhas podem trazer pra você. Principalmente quando o sentimento é de "melhor do que tá não fica" e todas as opções são "ladeira abaixo". 


O pior é quando todas as certezas que você tinha já foram água abaixo e você se encontra frente a frente com "aquilo que você deve fazer X aquilo que você quer fazer". 
O problema é que depois de certa idade, isso já não é mais bonitinho ou fofo. 
Estou cada dia mais perto de completar 6 meses. Quase na metade do caminho. Na hora de encarar e decidir qual vai ser o próximo passo. 

It's time to grow, woman.

8 de agosto de 2013

das cidades que visitei - o resumo!

Eu pretendo fazer uma "versão completa" desse post, com todos os detalhes e dicas... Como a vida anda corrida, pretendo fazer apenas um resumão do que teve de mais legal em cada lugar e dar um pouco das minhas opiniões e impressões. 

LONDRES

A primeira cidade que visitei foi Londres, em Maio, dois meses depois da minha chegada. Podemos dizer que Londres também era a cidade que eu mais queria ir desde... sempre! Tinha aquele sonho adolescente de fazer intercâmbio na Inglaterra e ser lynda e ryka na terra da rainha! risos 
O que achei: Londres é muito grande! Mesmo sabendo que é a maior cidade européia, ainda assim me surpreendi com o tamanho. E por ser grande, achei extremamente cansativa. Você demora pra ir de um lugar pro outro e as estações de metro são longes uma das outras, então as vezes  precisei caminhar muito só pra chegar até a estação mais próxima de onde eu tava. Claro, é tudo lindo, impressionante, maravilhoso... Mas eu fiquei exausta ao final da viagem! E o clima também não ajudou em nada! Ele virou do que era pra ser frio agradável pra chuva e vento na maior parte do tempo. 
Must do: LONDON EYE! Sério, muita gente fala que acha que não vale a pena o valor pelo tempo que tu fica lá dentro e etc... mas eu amei! E se for de novo, vou de novo! <3

lynda e ryka em Londres, só que não! 

PARIS

Eu fui pra Paris na semana seguinte de Londres, também conhecida como "semana-do-meu-aniversário"! Achei fino comemorar aniversário indo pra Paris, e como é um clássico europeu, e super fácil de ir daqui da Holanda, achei que cairia perfeitamente! 
O que achei: Só pra ser do contra de todos, gostei muito mais de Paris do que de Londres, mesmo nunca indo muito com a cara dos franceses. Claro que a temperatura e o clima no geral ajudaram muito, mas sou dessas otárias que ficam pegando a ~~vibe~~ do lugar e a ~~vibe~~ de Paris me encantou! E em tempo: o metro é bem melhor que o de Londres! (é agora que pedras voarão na minha cabeça! hahahha)
Must do: Torre Eiffel durante o escurecer! Depois do por-do-sol (que aqui foi lá prumas 21h btw) as luzes da torre se acendem, e bem nesse momento tem uma espécie de show de luzes e lasers e amor! Enfim... Estejam lá em tempo de ver! Vale muito a pena! 

minhas fotos na torre ficaram feias, desculpa. 

MILÃO 

A primeira cidade das minhas férias de verão! UHU! Na verdade só entrou no meu itinerário por que as passagens pra lá ficavam muito mais baratas que qualquer outras! 
O que eu achei: Eu fui pra Milão com zero expectativas, e acho que esse foi meu acerto, por que ao contrário de todo mundo, eu meio que gostei de lá! Achei a comida com preço razoável, sistema de metrô bem bacana, e algumas bonitezas pela cidade que até que valem a visita. Daria pra ter ficado menos tempo lá e o calor tava de matar, mas até que não foi de tudo horrível, como já havia ouvido dizer! 
Must do: Navigli a noite! É um canal onde ficam vários bares e restaurantes legaizinhos! Foi onde eu comi uma pizza inteira por 3,50 e onde tomei cerveja barata. Como eu tava sozinha, só dei uma voltinha e fui embora pro hostel, mas quem curte um barzinho e uma animação certeza que encontra lá! Só cuidado com os pernilongos! 

Duomo, o point da cidade! 

ROMA

Roma também era uma das grandes expectativas da minha vida! Sempre fui encantada por toda a história e só a idéia de finalmente CONHECER já me dava arrepios! 
O que eu achei: Eu achei que fiquei num hostel de merda que estragou meu humor pelo resto da viagem! hahahaha ta, mentira! mas quase! Enfim... O sistema de metro de Roma é uma porcaria, só tem duas linhas e no que diz respeito a turismo não ajuda em muita coisa! Então andei pra caramba também e passei muito calor! Mas a cidade é linda, os pontos turísticos são maravilhosos e eu fiz ALOUCA dos souvenirs pq achei muita coisa com preço bom! HAHAHA
Must Do: Apaixonei, apaixonei, apaixonei na Fontana di Trevi, e foi nos arredores dela que achei os souvenirs mais baratos de todos, então é isso que eu tenho pra colocar no meu must do, mesmo sendo pretty obvious! (não que os outros não tenham sido, mas enfim...

linda, linda, linda! (a fonte, não eu, obviamente!)


THESSALONIKI 

Mais uma cidade incluída no roteiro somente por causa da passagem aérea, mas definitivamente a minha cidade favorita de toda a viagem de verão! 
O que eu achei: Mais uma vez a tal da ~~vibe~~. A ~~vibe~~ de Thessaloniki simplesmente me sequestou, me fez refém e agora to sofrendo com a síndrome de Stockholm! Thessaloniki não tem grandes coisas, apesar de ter um papel histórico importante, e bastantes ruínas e monumentos a serem visitados... A comida é extremamente barata e saborosa, o clima da cidade é muito bacana, conheci gente sensacional e passei os melhores 3 dias da minha viagem!
Must do: Barco-Bar/Bar-Barco. É um barco que fica na "orla" e que tem partidas de meia em meia hora sem custo nenhum, só consumir alguma bebida e fica tudo certo... Cada volta dura uns 20 e poucos minutos e te dá uma bela vista da cidade! 

eu, o barco, minha cerveja e o mar! <3

ATENAS

Atenas definitivamente era O GRANDE MOMENTO da minha viagem. Igual a Roma eu era apaixonada por toda a história desde adolescente e o grande motivo de ansiedade por ela! 
O que eu achei: Atenas me deixou com sentimentos divididos. Ao mesmo tempo em que amei de paixão uma parte, detestei de verdade outras... E foi onde tive o celular roubado, então vamos lá! Toda a parte antiga da cidade, onde ficam as ruínas e monumentos são a coisa mais linda da vida! Subir a Acropólis, visitar todos os lugares sobre os quais estudei, era simplesmente surreal... Porém... A parte nova é... São Paulo! Se eu me distraísse por alguns minutos poderia ter certeza que estava perambulando por alguma parte do centro! Sujo, fedido, muitos desabrigados e viciados, gente mal encarada te encarando... São Paulo!! Mas o sistema de metro é um primor e consegui evitar ficar perambulando a toa graças a isso! Também visitei as praias próximas, e apesar de terem um visual incrível, não são tão espetaculares assim... Mas se tiver com tempo, vale a visita! 
Must do: Obviamente subir a Acropólis e visitar todos os outros pontos da cidade que se ganha acesso quando se compra o ticket. Se quiser ir a praia, a mais legal é a que fica na parada logo depois da parada Marina Alimos no tram (não lembro o nome, sorry!). 



E foi isso até o momento gente! Assim que tiver com mais tempo venho escrever com calma amor e paciência sobre cada uma dessas viagens e em breve espero atualizar a lista de lugares visitados! 

sobre ser a au pair mais babona do mundo


Estou aqui no trem com 3 das minhas kids e mais 2 primos, voltando da casa de um dos avos. E a cada macacada deles que eu morro de rir, só consigo pensar em como provavelmente estamos irritando todos ao redor, e no fato de eles serem lindos. 
Sim, estou traindo o movimento! Sou uma au pair que ama as kids, que acha a família maravilhosa e que morre de medo da hora de ir embora e ter que deixar eles pra trás. 
São meus meninos, minhas kids, não só meu trabalho, um meio pra alcançar um fim. To apaixonada, e como todo mundo que já se apaixonou nesse vida sabe: tô é fodida

5 de agosto de 2013

sobre ter a melhor vida que jamais se ousaria sonhar em ter.

olá mundo! 
depois de infinitos séculos sem postar nada, reapareci. 
eu gostaria de ter uma desculpa plausível, mas o que acontece mesmo é que estou ocupada demais vivendo a melhor vida que eu jamais ousaria sonhar em ter, e aí acaba faltando tempo pra vir aqui. 
eu falo isso por que nem nos meus mais ousados sonhos eu imaginei que teria uma vida tão boa quando essa. é como se cada pedacinho do universo tivesse se alinhado pra fazer com que as coisas dessem certo pra mim.
óbvio que nada é perfeito o tempo todo, mas o saldo positivo é tão grande que eu mal consigo reparar e lembrar do lado ruim. e aí quando vejo que já estou a beira de completar 5 meses aqui, e só me restam 7 meses, começa a dar um aperto e um vazio... o que vai acontecer comigo daqui pra frente? como seguir com a vida normal depois disso tudo? como voltar pro razoável, depois de ter provado aquilo que é excelente? 
o futuro é incerto amigos, e por essas e por outras que fica tão difícil manter o foco em escrever aqui... eu sei que deveria fazer com mais frequência, até mesmo para que pudesse ver depois de algum tempo como me sentia e o que pensava nessas épocas, até mesmo sentir aquela vergonha alheia gostosa do passado. 
mas enfim, farei o possível dentro das condições atuais. 
um beijo recheado de felicidade. 



4 de julho de 2013

update!

TO VIVA, EU JURO! 

Eu sei que to em dívida com isso aqui e que preciso tomar vergonha na cara e terminar os 483294932 rascunhos que tenho salvos pela metade.

Mas só pra resumir: Life is good, man

Hoje estou partido pra minha viagem de férias de verão! yey! 
Saio daqui dia 4 a noite e volto dia 18 de manhã. Passarei por Milão, Roma, Thessaloniki e Atenas. 
Mal posso esperar por colocar meus pézinhos no Coliseu e no Parthenon e realizar sonhos que eu jamais ousei ter de verdade! 
(a adolescente fascinada por mitologia e filosofia grega está quase tendo uma síncope aqui dentro!)



E enfim... Pra variar estou atrasada com um milhão de coisas relativas a viagem (só bookei os hostels hoje, pra vocês terem noção!) e vou ter que me virar em 400 amanhã pra dar conta de TUDO. 

Me desejem sorte que se tudo der certo eu prometo que quando eu voltar atualizarei lindamente isso aqui! 

Boas férias pra mim e pra vocês! <3



10 de junho de 2013

3 MONTHS, BIATCH!

Hoje faz 3 meses que eu cheguei nessa terrinha estranha, achando tudo esquisito. Faz 3 meses e uns dias que eu estava em pânico, tomada por dúvidas, sem saber se era isso mesmo que eu queria pra minha vida e se valeria a pena no final. 3 meses que comecei uma nova vida que eu nunca havia imaginado que poderia viver. 3 meses que tenho estado feliz como nunca havia sido antes

life is amazing, bro!

É tão estranho, ao mesmo tempo em que parece tanto tempo, afinal 1/4 do meu ano já passou, tudo aconteceu tão rápido e tão intensamente que fica até difícil de calcular o impacto. Eu sei que hoje eu sou uma pessoa completamente diferente daquela que saiu chorando sem parar por 3 horas seguidas de Guarulhos, que chegou achando tudo diferente e pensando que jamais iria se acostumar com essa vida. Mas como não se apaixonar por tudo? 
Depois de apenas 3 meses eu já começo a me preocupar com a hora de ir embora, de deixar tudo isso pra trás e voltar praquela vida de antes. Uma vida boa, sem dúvidas. Mas que eu não tinha idéia de como poderia ser melhor. 
Estar feliz é uma sensação estranha, eu percebi que fazia tempo que não me sentia assim. É, apesar de tudo, estar satisfeita, colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila, acordar todos os dias sem o pensamento de "mais um dia, que merda" rondando a cabeça, é aproveitar cada minuto do seu dia de maneira positiva, até mesmo aqueles que não são tão bons assim. 
Depois de 3 meses somente a idéia de deixar minhas kids aqui, já dói. Me preocupo com quem virá depois de mim, se vai tratar eles tão bem quanto eu, se vai fazer eles se esquecerem de mim, se vai fazer todas as coisinhas que eu já sei que eles gostam, se vai respeitar a minha família, reconhecer o quão maravilhosos eles são e como não se poderia esperar nada mais deles. 
E sim, eles já são minha família. Uma segunda família que faz parte de mim tanto quanto a original, que já aprendeu meus gostos, me deu novos hábitos, incorporou alguns dos meus, e que, por mais incrível e surreal que pareça, realmente se encaixaram comigo. 
E não só eles... É como se eu tivesse sido feita pra essa vida. Amo cada pequeno aspecto de viver em Amsterdam, na Holanda. Não sei mais viver sem bicicleta, sem chá todo dia, sem pão com granulado e sem batata como prato principal. 
E falando em principal, you can suck it all now por que eu já aprendi a comer 90% das coisas que comem nesse país estranho! Já nem sinto a falta de tempero ou de ter uma refeição no almoço! Quem é que ia passar fome mesmo hein??????
Não estou dizendo que todos os momentos são flores, longe disso! Mas acho que esse é o lance de estar feliz com a vida que se tem vivido... E daí que tem momento ruim? Eles não contabilizam! 
Incrível como 3 meses são mais do que o suficientes pra causar impacto na gente. Hoje em dia eu já não tenho mais tantas certezas como tinha antes, ao mesmo tempo em que algumas certezas estão mais fortes do que nunca. 
Uma delas é a de que EU POSSO. EU CONSIGO. EU REALIZO. A gente sempre fala pros outros e tenta se convencer dessas coisas, mas é só quando passamos a fazer acontecer e tomamos consciência de que as rédeas são nossas e de mais ninguém, é que a gente passa a entender o verdadeiro significado disso. 
Acho que uma das coisas que torna tudo mais intenso e mais importante é a contagem regressiva. Sobrevivi a 3 meses, tenho mais 9 pela frente, aimeudeus que que eu vou fazer com eles
É como se a cada momento a gente tivesse um reloginho dizendo: lá se foi mais um dia do seu ano, o que você fez dele? E quantos mais meses se passam, mais alto ele vai falando. E aí, é nessas horas que a gente consegue clarear e priorizar: aimeudeus, que que eu vou fazer com os meus 9 meses restantes? 
E se eles não forem tão bons quanto esses três? E se as coisas desandarem e derem tudo errado? E se o que parecia céu, na verdade era inferno? E se, no final das contas, isso não for pra mim mesmo? Eu não sei...
Eu sei que em 3 meses eu já bati mais de 15 km de bike num dia só, já aprendi a comprar barato em lugares suspeitos, já aprendi a comer barato em lugares mais suspeitos ainda, já chorei, já sofri, já me recuperei, já viajei, já conheci mais 2 países, já fiquei mais velha, já tive o aniversário mais incrível de todos da minha vida, já realizei sonhos que jamais passou pela minha cabeça que realizaria, já criei novos sonhos pra substituir esses, já fiz planos, já desisti de planos, já conheci gente muito interessante e muito desinteressante também, já fiz amigos, já tenho um novo time de futebol, já tenho um novo lugar que não aguento mais ir... Já vivi uma vida toda e sei que viverei tantas outras mais.
Esses 3 meses valeram a pena. Valeram mais do que a pena! Foram os melhores 3 meses de toda a minha vida! Em que eu me senti mais feliz, mais completa, mais realizada, mais senhora de mim...

estreando os 23. 

Outro dia eu estava simplesmente sentada na minha cama, pensando na vida e me deparei com o fato de que eu estava muito feliz, absurdamente feliz, feliz num nível que não era nem possível de expressar apropriadamente... Indecentemente feliz, constrangedoramente feliz, culposamente feliz. Não importava todas as merdas da vida, não importava o quanto de coisa ainda pode dar errado e quanto ainda está incompleto. Pela primeira vez na vida eu era feliz e soube disso. E só isso já faz qualquer coisa valer a pena!